Pré-escolar
Era uma vez uma menina que, mesmo quando saía à rua, andava sempre distraída com os olhos agarrados ao telemóvel. Não reparava no mundo que a rodeava nem em quem com ela queria brincar. Que fazer para lhe desocupar o olhar? Este filme esteve presente em inúmeros Festivais e ganhou o prémio de Melhor Curta-Metragem de Animação no Festival Internacional de Cinema Infantil de Quioto, no Japão. Além disso, foi nomeado para os Prémios Quirino e para os Prémios Sophia em 2025.
"Numa cidade onde a natureza foi proibida, o pequeno crime de um homem simples desencadeia consequências inesperadas."
Secundário
Partindo de uma série de fotografias de prisioneiros políticos, Susana Sousa Dias centra-se no período do Estado Novo, e realiza um documentário sobre os 48 anos de ditadura em Portugal (1926-1974). Mostrando os rostos das vítimas da PIDE, observamos cada imagem ouvindo, em voz off, o depoimento vivo da pessoa em questão, usando pausas e silêncios como interlocutores de sentido(s). Imagens e sons operam em zonas híbridas, entre o que se mostra e o que não se mostra, estabelecendo analogias, memórias, relações.
Trata-se do mais emblemático filme de propaganda ideológica feito pelo salazarismo. César Valente, perigoso agitador, regressa do exílio, vindo do Báltico, para desencadear a insurreição a 28 de Maio, no décimo ano da Revolução Nacional.
Mauro vive em prisão domiciliária. As tatuagens ajudam-no a queimar o tempo. Três putos do bairro aproximam-se da sua janela. Lá fora, o sol bate com a força do meio-dia. O filme recebeu vários prémios: 2009 - IndieLisboa - Melhor Curta-metragem portuguesa; 2009 - Festival de Cannes, categoria de Curtas-metragens - Palma de Ouro; 2009 - Faial Film Festival - Melhor Filme e Melhor Ficção; 2009 - Festival Internacional de Cinema de Luanda - Melhor Curta-metragem.
O documentário aborda o período que vai do 25 de Abril ao 1º de Maio de 1974, ilustrando a ação militar e a movimentação de rua tendentes ao desmantelamento do "aparelho social e político do fascismo".
"Cerromaior" retrata as injustiças da sociedade rural dos anos 30, marcada pela relação desigual entre o trabalhador agrícola e o latifundiário. Adriano é um jovem criado de uma família abastada que se dedica à agricultura no Alentejo e que regressa a casa depois de uma estada, falhada, em Lisboa. O realizador Luís Filipe Rocha dá corpo à estória de Manuel da Fonseca, que em 1943 escreveu este romance dedicado à solidão, miséria e desespero, num Portugal dominado pela ditadura.
Em Alfama, a cantadeira Ana Maria estreia-se em público num retiro de fado, alcançando um grande êxito. A sua carreira arranca subitamente, levando-a de seguida até ao teatro e a percorrer o circuito da vida boémia de Lisboa. Apesar de tudo, Ana Maria não se deixa contagiar pelo sucesso e continua ligada ao namorado, o Júlio guitarrista. Mas, entretanto, a atração por uma vida de luxo e celebridade acaba por complicar tudo e Júlio começa a pensar em partir para África. Trata-se de um dos melhores melodramas do cinema português da época, e uma homenagem à figura de Amália Rodrigues.
O filme acompanha António, um rapaz de 18 anos que frequenta as aulas no Instituto Jacob Rodrigues Pereira, uma escola e lar vocacionada para crianças surdas-mudas. O grande desejo de António é sair do país para estudar cinema e fazer carreira na Sétima Arte.
José e Pilar retrata a relação de José Saramago (prémio Nobel da literatura, português) e Pilar Del Rio (jornalista espanhola). Baseado no registo do seu dia a dia em Lanzarote, a sua casa, e nas suas viagens de trabalho pelo mundo, este filme apresenta-se como um retrato intimista do casal. A obra fílmica tem como ponto de partida o processo de criação, produção e promoção do romance "A Viagem do Elefante". Ao longo do documentário, a ficção literária irá funcionar como metáfora do percurso do próprio Saramago, desde o momento inicial da construção da história em Lanzarote (2006) até ao lançamento do livro no Brasil (2008). Desta maneira, a dura e custosa viagem do elefante irá refletir, quer a jornada do autor durante o processo de criação do livro, quer a narrativa fílmica.
Ana nasceu na pequena vila de Rabo de Peixe, em São Miguel (Açores), um lugar dominado pelas tradições e também por um certo obscurantismo religioso. Sentindo-se presa, o seu grande sonho é ir para um lugar onde possa ser quem quiser. Uma produção da Terratreme com a francesa La Belle Affaire, este filme tem assinatura de Cláudia Varejão ("No Escuro do Cinema Descalço os Sapatos", "Ama-San", “Amor Fati”). Nas palavras da realizadora, “Lobo e Cão” fala sobre “o que é ser jovem num território cercado pelo mar e, nestes contextos em particular, de bastantes dificuldades económicas e sociais”, onde a ambição de “atingir outros lugares, outros conhecimentos, para concretizar o sonho, está mais comprometida”.
Uma praia de pescadores, o mar que a pouco e pouco vai conquistando a terra. A luta do homem com o mar e sobretudo a luta entre a tradição e o progresso. No centro do drama estão as relações sentimentais, difíceis e quase absurdas que unem um pescador, Adelino, de regresso da guerra de África e duas mulheres, Júlia, uma mulher do mar (à moda antiga), e Albertina, uma operária misteriosa e selvagem. Voltando do Ultramar, Adelino encontra Júlia, a sua antiga namorada, casada com o seu irmão. O drama surge ... Albertina, a operária, desafia-o a partir, a mudar de vida.
Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo, o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês, sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um Jaguar que o leva da Gafeira a Lisboa e às prostitutas. Um caçador, detective e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto e que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.
Júlio, de dezanove anos, desloca-se da província para Lisboa, tentando a sorte e procurando ganhar a vida como sapateiro. Mal chega, um acaso leva-o a conhecer Ilda, uma jovem da sua idade, empregada doméstica numa casa perto da oficina. O jovem sente-se num ambiente estranho e hostil, e a cidade inquieta-o. Começa a desconfiar de Ilda, que acaba com o namoro, e, impulsivo, provoca a tragédia.
Uma história de iniciação na idade adulta: em férias na estalagem de uma tia, à beira mar, Miguel encontra Luísa, o pescador João e o Dr. Fernando, três personagens que marcarão a entrada da sua primeira “pedra no bolso”. *integra o projeto/plataforma CinEd
